O último filme do ator australiano Heath Ledger, que ele não teve a chance de terminar, será exibido em março na HBO. O filme foi dirigido por Terry Gilliam também responsável por sucessos como As Aventuras do Barão de Munchausen e Os 12 Macacos.
O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus, descrito como um "conto moral de fantasia", teve uma recepção morna da crítica. O filme passou a ser um tributo a Ledger da parte dos seus colegas Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell, que entraram no projeto para interpretar o papel do australiano morto em janeiro de 2008.
"Eu acredito que foi o amor do público por Heath que fez com que o filme fosse concluído", afirmou Terry Gilliam na entrevista coletiva que concedeu no Festival de Cinema de Cannes. "Todos, no elenco e na equipe, estavam determinados a finalizar o filme. Era importante para mim já que era o último papel dele", completou.
O vencedor do OSCAR 2010 de melhor ator coadjuvante por Batman: Cavaleiro das Trevas morreu no meio das filmagens, aos 28 anos, após uma overdose acidental de medicamentos para dormir.
Um conto sobre o bem e o mal, a fantasia comandada por Gilliam sobre o poder da imaginação conta ainda com interpretações do cantor Tom Waits como o diabo e de Christopher Plummer (de O Informante) como o Doutor Parnassus.
"Eu digo: use sua imaginação para ver o mundo", declarou o diretor de 68 anos, famoso por ter integrado o grupo de humor britânico Monty Python. Após a morte de Ledger, Gilliam retrabalhou o roteiro para permitir as participaçãos de Depp, Law e Farrell no mesmo papel em três segmentos diferentes.
O produtor-executivo do filme de 45 milhões de dólares, Samuel Hadida, afirmou que quando Ledger morreu, as filmagens do que seria a vida real já haviam sido encerradas em Londres, restando apenas as cenas do mundo imaginário que seriam rodadas em Vancouver.
No filme, exibido fora da competição no Festival de Cinema de Cannes 2010, Ledger interpreta o misterioso Tony, que se une ao grupo do Doutor Parnassus depois de ser salvo de uma execução por enforcamento.
Fonte: TV Magazine
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Dr. Parnassus estreia em Março na HBO
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Andrew Garfield busca inspiração em Heath Ledger
Os dois atores trabalharam juntos no último filme de Ledger, 'O Mundo Imaginário de Dr. Parnassus'.
"Nós nunca conversamos sobre O Cavaleiro das Trevas. O filme não tinha sido lançado ainda, mas eu sabia como ele estava animado. Eu estava conversando com seus amigos sobre isso, de como ele havia se envolvido com aquele personagem. O que aprendi com sua atuação é como ele era tão honesto e humano consigo mesmo e com o personagem. Há muito a ser aprendido com isso. Nas grandes sequências de luta, o que mais importa é saber quem são aqueles personagens, e seus motivos", disse.Garfield vai suceder Tobey Maguire (Entre Irmãos) na franquia bem sucedida do herói dos quadrinhos, que até o momento era conduzida por Sam Raimi (Arraste-me para o Inferno) e agora estará sob a batuta de Marc Webb (500 Dias com Ela). A estreia de Homem-Aranha está prevista para 2012.
Fonte: Cinepop | Cineclick
sábado, 20 de novembro de 2010
Heath Ledger experimentando roupas para "Dr. Parnassus"
sábado, 6 de novembro de 2010
Dr. Parnassus vai ser exibido em Maceió
Sala e horário:
Maceió Shopping - Cinema de Arte
Sábado - 10h30 (sessão única)
Entrada: Int. R$15,00 Est. R$7,50
Tel: 3357-1344
Fonte: Depp Lovers | Maceió Shopping
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Pra quem quiser saber todos os cinemas que o filme está sendo exibido, é só clicar AQUI.
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domingo, 24 de outubro de 2010
Dr. Parnassus estréia em Curitiba
O Dr. Parnassus tem o dom de inspirar a imaginação das pessoas. Dono de uma companhia de teatro itinerante, ele conta com a ajuda de seu assistente Percy e do mágico Anton para oferecer ao público a chance de transcender a realidade e entrar em um universo sem limites, o qual pode ser alcançado ao atravessar um espelho mágico. Tony foi encontrado pela trupe dependurado em uma ponte, à beira da morte. Após ser salvo, ele passa a integrar a equipe, como forma de escapar de seu passado. Em uma tentativa de modernizar o show, ele termina por conhecer o novo mundo oferecido por Parnassus e passa por diversas transformações no decorrer de sua viagem. Só que esta mágica tem um preço e ele está perto de ser cobrado ao dr. Parnassus: sua preciosa filha Valentina.
Gênero Aventura
Ano: 2009
País: Canadá / França / Inglaterra
Diretor: Terry Gilliam
Elenco: Heath Ledger, Johnny Depp, Jude Law, Colin Farrell, Christopher Plummer
Duração: 2h02
Salas de cinema e horários:
Trailer:
Fonte: Bem Paraná
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terça-feira, 12 de outubro de 2010
Dr. Parnassus vai ser exibido em Natal
Será oferecido água e café grátis nos intervalos das sessões e a bomboniere ficará aberta durante a exibição dos 3 filmes. No final da Virada Cinematográfica será servido um café da manhã.
Os filmes que serão exibidos: Cabeça a prêmio (filme nacional com a atriz Alice Braga e direção do ator/diretor Marco Ricca), um excelente filme surpresa (será revelado na hora da sessão) e "O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus" (o último filme com o ator Heath Ledger, que infelizmente morreu durante as filmagens). Os 3 filmes nunca foram exibidos nos cinemas de Natal.
Os ingressos* antecipados estão sendo vendidos exclusivamente na livraria Siciliano do Midway Mall . O 1º lote de ingressos está sendo vendido ao preço de R$ 20,00.
Fonte: Blog Tribuna do Norte
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Dr. Parnassus foi indicado ao Scream Awards

Os vencedores são eleitos pelo público, em votação on-line no site oficial do Scream Awards. A premiação vai ser exibida pela TNT no domingo, 31 de Outubro, Halloween, a partir das 22h.
Esse ano o filme "O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus" está concorrendo em 3 categorias.
Melhor Filme de Fantasia:
http://www.spike.com/event/scre
Melhor Atriz de Fantasia (Lily Cole):
http://www.spike.com/event/scream/
Revelação Masculina (Andrew Garfield):
http://www.spike.com/event/scr
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Confira abaixo a lista completa de indicados:
THE ULTIMATE SCREAM
Alice no País das Maravilhas
Avatar
Distrito 9
A Origem
Homem de Ferro 2
Kick-Ass
Lost
MELHOR FILME DE FICÇÃO CIENTÍFICA
Avatar
Distrito 9
A Origem
Homem de Ferro 2
Predadores
The Road
MELHOR FILME DE FANTASIA
Alice no País das Maravilhas
O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus
Kick-Ass
Toy Story 3
Eclipse
Onde Nascem os Monstros
MELHOR FILME DE HORROR
A Epidemia
A Hora do Pesadelo
Atividade Paranormal
A Ilha do Medo
Thirst
Zumbilândia
MELHOR PROGRAMA DE TV
Dexter
Doctor Who
Lost
True Blood
V
MELHOR DIRETOR
Neill Blomkamp (Distrito 9)
Tim Burton (Alice no País das Maravilhas)
James Cameron (Avatar)
Roland Emmerich (2012)
Christopher Nolan (A Origem)
Martin Scorsese (A Ilha do Medo)
MELHOR ROTEIRO
Distrito 9
A Origem
Kick-Ass
A Ilha do Medo
Toy Story 3
Zumbilândia
MELHOR ATRIZ DE FANTASIA
Cate Blanchett (Robin Hood)
Lily Cole (O Mundo Imaginário do Dr.Parnassus)
Chloë Grace Moretz (Kick-Ass)
Saoirse Ronan (Um Olhar do Paraíso)
Kristen Stewart (Eclipse)
Mia Wasikowska (Alice no País das Maravilhas)
MELHOR ATOR DE FANTASIA
Nicolas Cage (Kick-Ass)
Johnny Depp (Alice no País das Maravilhas)
Tom Hanks (Toy Story 3)
Aaron Johnson (Kick-Ass)
Taylor Lautner (Eclipse)
Robert Pattison (Eclipse)
MELHOR ATRIZ DE FICÇÃO CIENTÍFICA
Scarlett Johansson (Homem de Ferro 2)
Mila Kunis (O Livro de Eli)
Evangeline Lilly (Lost)
Ellen Page (A Origem)
Gwyneth Paltrow (Homem de Ferro 2)
Zoe Saldana (Avatar)
MELHOR ATOR DE FICÇÃO CIENTÍFICA
Sharlto Copley (Distrito 9)
Leonardo DiCaprio (A Origem)
Robert Downey Jr. (Homem de Ferro 2)
Matthex Fox (Lost)
Josh Holloway (Lost)
Denzel Washington (O Livro de Eli)
MELHOR ATRIZ DE HORROR
Julie Benz (Dexter)
Emily Blunt (O Lobisomem)
Charlotte Gainsbourg (Anticristo)
Milla Jovovich (Contatos de Quarto Grau)
Anna Paquin (True Blood)
Emma Stone (Zumbilândia)
MELHOR ATOR DE HORROR
Leonardo Di Caprio (A Ilha do Medo)
Michael C.Hall (Dexter)
Woody Harrelson (Zumbilândia)
Stephen Moyer (True Blood)
Timothy Olyphant (Epidemia)
Alexander Skargard (True Blood)
MELHOR VILÃO
Jackie Earle Harley como Freddy Krueger (A Hora do Pesadelo)
Stephen Lang como o Coronel Miles Quaritch (Avatar)
Dieter Laser como Dr.Joseph Heiter (A Centopéia Humana)
John Lithgow como o Assassino Trinity (Dexter)
Terry O’Quinn como John Locke (Lost)
Mickey Rourke como Ivan Vanko (Homem de Ferro 2)
MELHOR SUPER-HERÓI
Nicolas Cage como Big Daddy (Kick-Ass)
Robert Downey Jr. como Tony Stark (Homem de Ferro 2)
Aaron Johnson como Kick-Ass (Kick-Ass)
Chloë Grace Moretz como Hit-Girl (Kick-Ass)
Zachary Quinto como Sylar (Heroes)
Tom Welling como Clark Kent (Smallville)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Abigail Breslin (Zumbilândia)
Jennifer Carpenter (Dexter)
Marion Cotillard (A Origem)
Anne Hathaway (Alice no País das Maravilhas)
Yunjim Kim (Lost)
Sigourney Weaver (Avatar)
MELHOR ATOR COADJUVANTE
Don Cheadle (Homem de Ferro 2)
Ben Kingsley (A Ilha do Medo)
Joseph Gordon-Levitt (A Origem)
Christopher Mintz-Plasse (Kick-Ass)
Mark Ruffalo (A Ilha do Medo)
Sam Tramell (True Blood)
REVELAÇÃO FEMININA
Deborah Ann Woll (True Blood)
Gemma Artenton (Príncipe da Pérsia)
Morena Baccarin (V)
Lindsy Fonseca (Kick-Ass)
Chloë Grace Moretz (Kick-Ass)
Mia Wasikowska (Alice no País das Maravilhas)
REVELAÇÃO MASCULINA
Sharlto Copley (Distrito 9)
Andrew Garfield (O Mundo Imaginário do Dr.Parnassus)
Tom Hardy (A Origem)
Aaron Johnson (Kick-Ass)
Xavier Samuel (Eclipse)
Kodi Smit-McPhee (The Road)
MELHOR PARTICIPAÇÃO ESPECIAL
Bubo, a Coruja Mecânica (Fúria de Titãs)
Michael Caine (A Origem)
Rosario Dawson (Percy Jackson)
Stan Lee (Homem de Ferro 2)
Bill Murray (Zumbilândia)
MELHOR ELENCO
A Origem
Homem de Ferro 2
Kick-Ass
Lost
True Blood
Zumbilândia
MELHOR CENA DE MUTILAÇÃO
A Armadilha das Agulhas (Jogos Mortais VI)
A Armadilha do Pedaço de Carne (Jogos Mortais VI)
O coração cortado do peito e servido dentro de um suflê (True Blood)
O escalpelamento com uma faca de caça (Bastardos Inglórios)
A transformação cirúrgica em uma centopéia humana (A Centopéia Humana)
Zumbi atingido no rosto por uma arma de fogo (Zumbilândia)
MELHOR CENA DE LUTA
Aisha vs. Clay (Os Perdedores)
A luta anti-gravidade no hotel (A Origem)
Hit-Girl contra os traficantes (Kick-Ass)
Luta final: Homem de Ferro e Rhodes contra Vanko e os Drones (Homem de Ferro 2)
Luta final: Na’Vi contra os Militares (Avatar)
Perseus e os Heróis contra a Medusa (Fúria de Titãs)
CENA MAIS D$%#&!@* DO ANO
Damon MacCready atira no peito da pequena filhota (Kick-Ass)
A destruição de Los Angeles (2012)
Drew copula com Clive (Splice)
Trem de carga dirige pela cidade (A Origem)
A cabeça que se vira 180 graus durante o sexo (True Blood)
A cidade de Paris dobra-se em si mesma (A Origem)
OS TRÊS MELHORES 3D
Avatar
Alice no País das Maravilhas
Toy Story 3
MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
2012
Avatar
Distrito 9
A Origem
Homem de Ferro 2
Zumbilândia
MELHOR HISTÓRIA EM QUADRINHOS
Asterios Polyp
A Noite Mais Densa (DC Comics)
The Boys
Chew
Parker: The Hunter
Escalpo
Os Mortos-Vivos
MELHOR ESCRITOR DE QUADRINHOS
Jason Aaron (Escalpo, Wolverine: Weapon X)
Darwyn Cooke (Parker: The Hunter)
Garth Ennis (The Boys, Battlefields, Crossed)
Geoff Johns (A Noite Mais Densa, Flash, Lanterna Verde)
Robert Kirkman (Os Mortos-Vivos, Invencível)
Mike Mignola (Hellboy)
MELHOR DESENHISTA DE QUADRINHOS
Charlie Adlard (Os Mortos-Vivos)
Darwyn Cooke (Parker: The Hunter)
Fabio Moon (BRPD: 1947, Sugarshock)
Frank Quitely (Batman and Robin)
Jill Thompson (Beasts of Burden)
JH Williams III (Detective Comics, Batwoman: Elegy)
MELHOR FILME BASEADO EM QUADRINHOS
Homem de Ferro 2
Kick-Ass
Os Perdedores
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Fonte: Judão
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Lançamento do DVD e Blu-Ray de Dr. Parnassus no Brasil
Em seu último filme, Heath Ledger vive Tony, um sujeito que entra para a trupe de teatro ambulante do Dr. Parnassus (Christopher Plummer) e ajuda a salvar a filha do doutor (vivida por Lily Cole) das garras do demônio (Tom Waits), com quem o dono do teatro havia feito um trato em favor da imortalidade. Como Ledger não conseguiu terminar as filmagens, seu personagem também é interpretado por Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell.
Extras do DVD: Menu interativo; Seleção de cenas; Seleção de legendas; Formato de Tela: Widescreen; Áudio: Português (Dolby Digital 5.1), Inglês (Dolby Digital 5.1); Legendas: Português, Inglês.
Extras do Blu-Ray: Menu interativo; Seleção de cenas; Seleção de legendas; Trailers (sem legenda); Comentários; Cena Excluída; Atrás do Espelho; O Recurso Multiangulo de “O Bêbado”; O Imaginário de Terry Gilliam; Construindo o Mosteiro; Dr. Parnassus ao Redor do Mundo; Heath Ledger e Amigos; A Prova de Figurino de Heath Ledger; Entrevista com Heath Ledger; Apresentação no Palco do Elenco e Equipe; As Ilustrações do Dr. Parnassus; MovieIQ; BD-Live; Formato de Tela: Widescreen 16:9; Áudio: Português (5.1 DTS-HD), Espanhol (Dolby Digital 5.1), Inglês (5.1 DTS-HD); Legendas: Português, Inglês e Espanhol.
(The Imaginarium of Dr. Parnassus) EUA, 2009. Direção: Terry Gilliam. Elenco: Heath Ledger, Lily Cole, Johnny Depp, Jude Law, Colin Farrell. Duração: 122 min.
Nota do blog: 4/5 - Leia a Crítica
Crítica, galeria de imagens e trailers
Omelete entrevista Terry Gilliam na Comic-con
Omelete entrevista Lily Cole
Assista a cenas do filme
Compre agora: Blu-Ray (por R$ 89,90)

Fonte: Eu Amo Cinema | Omelete | Fnac
sábado, 18 de setembro de 2010
Dr. Parnassus estréia em Recife
Com um atraso considerável, quando já está sendo lançado em DVD, chega aos cinemas do Recife O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus, dirigido pelo ex-integrante do grupo Monty Python, Terry Gilliam. O filme ganhou notoriedade por ter sido o último a contar com a participação do ator Heath Ledger, encontrado morto em janeiro de 2008, aos 28 anos e no auge da carreira. Mas, como bem diz o slogan da película, Dr. Parnassus é "muito mais que o último filme de Heath Ledger". O filme é um vertiginoso exercício de imaginação, criatividade e beleza visual.
O roetiro é simples, mas cheio de reviravoltas. Dr. Parnassus é um imortal que tem o poder de fazer com que as pessoas vivam suas fantasias quando entram em um espelho que ele usa em seus shows mambembe, geralmente em ruas desertas e para uma plateia de bêbados. O problema é que Parnassus é um jogador inveterado, que conseguiu a imortalidade depois de vencer uma aposta com o diabo (mais desonesto que malvado na interpretação de Tom Waits).
Acontece que outra aposta do Dr. Parnassus com o diabo, ou Sr. Nick, está prestes a vencer: em troca da juventude, para ficar com seu grande amor, Parnassus prometeu sua filha, que seria entregue quando ela fizesse 16 anos. E faltam três dias para isso acontecer quando a trupe encontra Tony, um tipo misterioso, que perdeu a memória. O diabo então ressurge com uma nova proposta e Tony será decisivo para os planos do Dr. Parnassus.
Com a morte de Heath Ledger faltando apenas seis semanas para as gravações serem finalizadas, Terry Gilliam teve que encontrar alguma forma de terminar o filme sem o ator. Assim, Jude Law, Johnny Depp e Colin Farrell se encarregaram de dividir a interpretação de Tony, que muda de rosto quando entra no espelho.
No Recife, o filme estreia apenas no circuito de sessões de arte da rede UCI Ribeiro. A primeira exibição no Recife vai ser amanhã, às 12h10, no cinema do Shopping Plaza. Na segunda-feira, às 19h30, é exibido no multiplex do Shopping Tacaruna. Na próxima quinta-feira é a vez do Shopping Boa Vista, com sessão às 20h30.
Fonte: Diário de Pernambuco
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quinta-feira, 15 de julho de 2010
Dr. Parnassus no MovieBox
terça-feira, 11 de maio de 2010
Curiosidade sobre Dr. Parnassus
De acordo com Terry Gilliam, a última fala de Heath Ledger no set de filmagem foi "não atire no mensageiro". Quando Johnny Depp filmou este personagem após a morte de Heath, Depp perguntou a Gilliam se ele poderia adicionar uma nova fala "não atire no mensageiro", sem saber que Ledger havia improvisado uma fala idêntica. Gilliam ficou surpreso e falou "Heath ainda está por aí. Johnny está conseguindo sintonizar com Heath, de alguma forma. Quer dizer, Shirley MacLaine adoraria tudo isso".
Fonte: Depp Lovers
Bilheteria de Dr. Parnassus no Brasil
Número de Cópias - 6
Público na Semana - 4.283
Semanas em Cartaz - estréia
Market Share - 0,32%
Público Total - 5.657
Arrecadação (em R$) - 51.661
Arrecadação Total (em R$) - 64.888
Fonte: E-Pipoca
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segunda-feira, 10 de maio de 2010
A Última Loucura de Heath Ledger
A promessa que O mundo imaginário do dr. Parnassus faz ao espectador é transcender a realidade pela imaginação. Para isso, basta cruzar o espelho ao fundo de um palco. É uma metáfora do escapismo teatral. Mas essa figura de linguagem encontrou, no meio do caminho, a morte real. O astro do longa, o ator Heath Ledger, morreu durante as filmagens. Para salvar o que parecia irremediável, o diretor Terry Gilliam recorreu a uma forma de ilusionismo: a edição digital. No roteiro, Tony surge pendurado por uma corda na ponte e é resgatado pela trupe, formada pelo mágico Anton (Andrew Garfield), o anão Percy (Verne Troyer) e a ingênua Valentina (Lily Cole). O mentor é o pai dela, Doutor Parnassus (Christopher Plummer). Ele tem 1.000 anos de idade e é capaz de levitar. Adquiriu tais poderes ao fazer um pacto com o senhor Nick (Tom Waits). Em troca, prometeu ao diabo que lhe daria Valentina, quando ela fizesse 16 anos.

CONTRASTE
A trupe do Doutor Parnassus apresenta uma peça fantástica (e anacrônica) nas ruas da Londres atual. Poucos assistem ao espetáculo
Gilliam pensou em parar. De notória má sorte, já havia passado por situações parecidas: em 2001, suspendeu as filmagens de seu Dom Quixote quando um ator ficou paralisado. Mas decidiu seguir. Tinha um número de sequências com Ledger suficiente para prolongar a vida do personagem por meio digital. Só teria de usar sua também famosa imaginação. Tratou de convencer três amigos de Ledger – Jude Law, Johnny Depp e Colin Farrell – a viver Tony além do espelho. Cada um viveu uma faceta do herói e, ao mesmo tempo, prestou tributo ao amigo. Assim, Dr. Parnassus ganhou novos ângulos de loucura e extravagância. O filme critica a leviandade da sociedade de consumo e defende a abolição da realidade. Mas a utopia se realizou no mundo concreto. Lá está Heath Ledger vivo, em imagens delirantes. Não poderia haver melhor legado. A arte venceu a morte.
sábado, 8 de maio de 2010
Qual foi o melhor papel de Heath Ledger no cinema?
Seu último filme, O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus, chegou às telonas nesta sexta (7)
O australiano Heath Ledger, morto em janeiro de 2008, começou a brilhar nas telonas com o sucesso adolescente Dez Coisas que Eu Odeio em Você, em 1999. No ano seguinte, esteve em O Patriota ao lado de Mel Gibson. Depois, o astro trabalhou, entre outros, nos filmes Coração de Cavaleiro, Os Irmãos Grimm, O Segredo de Brokeback Mountain, Casanova, Candy, Não Estou Lá e Batman - O Cavaleiro das Trevas, longa pelo qual recebeu o Oscar póstumo na categoria Melhor Ator Coadjuvante. Nesta sexta-feira (7), os cinemas brasileiros receberam a obra O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus, de Terry Gilliam, que conta com a última interpretação de Ledger. Para homenagear o ator, o R7 selecionou seus principais trabalhos e quer saber: qual o melhor papel vivido por ele nos cinemas?Vote!
Fonte: R7
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Resultados:
Coringa, de Batman - O Cavaleiro das Trevas (2008)
44,6%
Patrick Verona, de 10 Coisas que Eu Odeio em Você (1999)
19,3%
Ennis Del Mar, de O Segredo de Brokeback Mountain (2005)
16,1%
William Thatcher, de Coração de Cavaleiro (2001)
12,7%
Gabriel Martin, de O Patriota (2000)
3,5%
Giacomo Casanova, de Casanova (2005)
1,9%
Jacob Grimm, de Os Irmãos Grimm (2005)
0,9%
Anthony "Tony" Shepherd, de O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus (2009)
0,6%
Dan, de Candy (2006)
0,3%
Robbie, de Não Estou Lá (2007)
00,0%
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Estréia de Dr. Parnassus no Brasil
Finalmente, depois de 2 anos de espera, o filme O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus (The Imaginarium of Dr. Parnassus), estréia nessa sexta 7/05 no Brasil!O site Omelete está dizendo que o filme só vai estrear em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas na página do filme no Imdb diz que nessa data, "Dr. Parnassus" vai estrear em todo o Brasil.
Mas as vezes acontece do filme estrear em algumas capitais primeiro e depois estrear no resto do Brasil, quem quiser saber se o filme vai estrear no seu estado, pode dar uma olhada nesse link das próximas atrações do Cinemark.
Quem não puder ver no cinema e estiver louco pra assistir o filme, aqui no blog já estão disponiveis os links para download do filme legendado, é só clicar AQUI.
Bom filme a todos (as)!
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ATUALIZANDO: O filme só vai passar em alguns cinemas de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Vitória (ES), Recife e agora também em Curitiba (pelo menos por enquanto), eu achei esses aqui:
SALAS E HORÁRIOS
São Paulo:
Cine Bombril - Sala 2
14h40 17h 19h20 21h40
Unibanco Arteplex Frei Caneca - Sala 6
16h30 19h 21h30 14h exceto terça
Bourbon Shopping - Espaço Unibanco 9
Horários: 14h – 16h20 – 18h50 – 21h20
Espaço Unibanco Pompeia (Perdizes) - 19:40
Cinemark Shopping Metro Tatuapé - Sala 5
Horário: 14h00
Rio de Janeiro:
Cine Estação Botafogo, 01 - 14h - 16h30 - 19h - 21h20
Estação Barra Point, 01 - 14h30 - 19h20 - 21h40
Estação Vivo Gávea - Shopping da Gávea, 03 - 15h - 17h20 - 19h45 - 22h10.
Rio Grande do Sul:
Unibanco Arteplex - 16:30, 19:00, 21:30
Vitória (Espiríto Santo):
Cine Metrópolis - às 17h (exceto quinta) e 19h
Recife:
Shopping Plaza - 12h10
Shopping Tacaruna - 19h30
Shopping Boa Vista - 20h30
Curitiba:
Cineplex Batel 3 - 13h45 e 16h00
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quarta-feira, 5 de maio de 2010
Heath Ledger se despede das telas em filme carregado de psicodelia
Nos créditos finais de "O mundo imaginário do Dr. Parnassus", antes mesmo do nome do diretor Terry Gilliam, sobe a frase "um filme de Heath Ledger e seus amigos". A homenagem é uma reverência ao ator, que morreu em janeiro de 2008, meses antes de o filme ser concluído.
Mais que o último parágrafo em seu epitáfio, no entanto, "Dr. Parnassus" é uma evidência do talento do astro de "O Segredo de Brokeback Mountain". À vontade na tela, Ledger parece livre do suposto esgotamento emocional pelo papel de Coringa em "Batman - O Cavaleiro das Trevas", que estreou seis meses depois de sua morte.
Leitura de mentes
"O mundo imaginário do Dr. Parnassus" parte da chegada de um forasteiro, o desmemoriado Tony (vivido por Ledger), à trupe do Dr. Parnassus, interpretado pelo veterano Christopher Plummer (de "Em algum lugar do passado").
Trailer Legendado:
Veja imagens de 'O mundo imaginário do Dr. Parnassus'
O grupo de teatro mambembe encena na Londres contemporânea espetáculos que leem a mente de seus espectadores. Só que o poder que permite a Parnassus interpretar o inconsciente de sua plateia e deslumbrá-la vem de um pacto de imortalidade feito com o Diabo (em criativa atuação do cantor Tom Waits).
Heath Ledger e Lily Cole contracenam em cena do filme de Terry Gilliam.
O pagamento do combinado é a posse da filha de Parnassus (na pele da novata Lily Cole) assim que ela complete 16 anos - a não ser que a trupe consiga capturar cinco almas antes da data.
Tenso com a possibilidade de ver sua herdeira nas mãos do demônio, Parnassus aceita modernizar seus shows para amealhar as almas necessárias e sofre com a exigência cada vez maior de penetrar mentes alheias.
Ledger em cenários surreais
O passeio pelos devaneios da plateia é a deixa para Gilliam (de "Os doze macacos", "Brazil - O filme" e responsável pelas animações do seriado cômico "Monty Python") desfilar seu notório apreço pela psicodelia. O visual caprichado garantiu ao filme indicações aos Oscar de direção de arte e figurino em 2009.
Christopher Plummer e Tom Waits, como Parnassus e o Diabo, respectivamente.
"Dr. Parnassus" é repleto de paisagens deslumbrantes e perturbadoras, que lembram obras de arte. Há cenas que trazem à mente desde quadros de Dalí (as quilométricas escadas de uma das perfomances oníricas da trupe se assemelham às patas de mosquito dos elefantes do artista) até pinturas de Bosch (os cenários em que o Diabo trava contato com Tony se parecem com o inferno de "O jardim das delícias terrenas").
Visual acima do roteiro
Ledger se sai bem no papel do homem que chega à companhia de Parnassus querendo esconder seu passado e passa maus bocados tentando sustentar suas mentiras. Mas a lisergia estética de Gilliam não sustenta o roteiro na ausência do ator.
Depp, Law e Farrell: trio vive o personagem de Ledger, morto em paralelo as filmagens.
Para substituí-lo, o diretor acionou Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell, que se revezam nas cenas finais, assumindo o papel do protagonista e conferindo um ar ainda mais amalucado à já insana história. Dá para notar a perda no rumo da trama, como se o filme perdesse fôlego e sentido rumo a seu encerramento.
Ao final, a impressão que fica é a de que a viagem ao fantástico mundo de Gilliam vale mais para os fãs saudosos de Ledger e para os apreciadores de produções em que o esmero visual conta mais que o roteiro.
Fonte: G1
Heath Ledger volta aos cinemas com 'Dr. Parnassus'; relembre a carreira do ator
Já se vão mais de dois anos desde que Heath Ledger fez o mundo acordar sonâmbulo e atônito com a notícia de sua morte. O jovem, talentoso e muito promissor ator australiano morreu aos 28 anos e, nesta próxima sexta-feira (7), eis que Ledger está de volta aos cinemas com seu último filme: O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus, filme do qual ele participou apenas nas primeiras semanas de filmagem. Para lembrar o ator, relembre alguns dos filmes que marcaram sua carreira no link abaixo.» Assista ao trailer de 'Dr. Parnassus'
» Confira fotos de filmes com Heath Ledger
Em Dr. Parnassus, Ledger surge em poucas cenas, todas, no entanto, o desvelam mais uma vez como um ator de trabalho proeminente. O diretor do filme, Terry Gilliam, que se confessou muito deprimido após a morte de Ledger, chegou a pensar em encerrar o projeto. A solução de buscar outros atores que fizessem o mesmo papel terminou sendo bem executada e o imaginário Tony de Ledger se transforma em Johnny Depp, Colin Farrell e Jude Law.
A lembrar que, após sua morte, Ledger ganhou o Oscar póstumo de Melhor Ator Coadjuvante por Batman - Cavaleiro das Trevas (2008), pelo papel do Coringa e, segundo boa parte da crítica, teria merecido a mesma estatueta por Ator Principal com o filme O Segredo de Brokeback Mountain, de 2005.
Entre os últimos filmes de Ledger, destaque para o drama independente Candy (pouco visto) e para sua participação especial em Não Estou Lá, que reúne curtas centrados na figura do músico Bob Dylan. Entre os primeiros, inesquecíveis mesmo são a comédia romântica 10 Coisas que Odeio em Você, de 1999, quando ele fez sua estreia em Hollywood, e o épico igualmente romântico Coração de Cavaleiro, de 2001.
Fonte: Terra
domingo, 2 de maio de 2010
Terry Gilliam fala da última atuação de Ledger
O diretor fala da última atuação de Heath Ledger, que filmou Dr. Parnassus depois de ter feito o Coringa em Batman, o cavaleiro das Trevas.
O diretor e artista plástico Terry Gilliam, de 69 anos, considera-se a a ovelha negra do Monty Python, grupo de cômicos que fez sucesso nos anos 70 com um humor nonsense. “Sou o único americano”, diz a Época, por telefone, de Londres, onde ele mora desde 1969, ano em que estreou o programa Monty Python’s Flying Circus na BBC. No início, Gilliam montava as vinhetas surrealistas do programa. Logo passou a atuar e dirigir os melhores filmes do grupo, como “Monty Python e o Santo Graal (1975) e Vida de Brian (1979). Na carreira solo, ele dirigiu “Brasil” (1985), As aventuras do Barão de Munhchausen (1988) e enfrentou uma série de azares. Teve de parar as filmagens de The man who killed Don Quixote em 2001 e só conseguiu finalizar Dr. Parnassus gerenciando uma crise.ÉPOCA Como surgiu a ideia da trama de Doutor Parnassus?
Terry Gilliam - A ideia não me ocorreu por inteiro. Ela foi surgindo de uma troca de ideias entre mim e meu parceiro de script Charles McKeown. Eu sempre quis criar um filme a partir de uma trupe de teatro ambulante – e as ideias surgiram num vaivém, a gente se comunicou por email e conversou muito até chegar a um roteiro. E novas ideias fluíram até a pós-produção.
ÉPOCA O senhor comparou as filmagens de Doutor Parnassus a um esforço de malabarismo e a atuação do elenco de livre. Como você equilibra controle e improvisação em seus filmes?
Gilliam - Se existe improvisação nos meus filmes, ela é cuidadosamente controlada. Há uma estrutura anterior que apoia o improviso. Os atores sugerem alterações, a produção procura adaptar o roteiro às locações. Eu não gosto de perder o pé das coisas. Eu sei o tempo todo o que está acontecendo, mesmo que muitas vezes pareça improviso. O equilíbrio, portanto, beneficia o controle sobre a liberdade, embora esta seja permitida! Apesar dos limites, é um método bastante lúdico de trabalhar.
ÉPOCA Doutor Parnassus contém uma critica à sociedade de consumo. Você acha o consumismo ruim?
Gilliam - Eu odeio o consumismo. Hoje as pessoas são levadas a ficar consumindo o tempo todo, pelas ruas, nos shopping centers ou na internet. Parece que é a único mundo possível para os seres humanos. No Ocidente estamos tão mergulhados nisso que nem nos damos mais conta. As pessoas já não vivem por si mesmas. Existem tantas coisas para consumir e tantas necessidades criadas, que elas vivem num permanente estado de excitação e dívida. Já não tempo para mais nada. Você precisa trabalhar dobrado para pagar suas contas porque têm que atualizar os computadores a cada três meses e fazer upgrades nos seus celulares. O resultado foi a crise econômica em que nos metemos, derivada do colapso do crédito. Para salvar o capitalismo, Gordon Brown [chanceler inglês] fez um discurso pela televisão para convocar as pessoas a voltar às ruas para fazer compras. Como se isso fosse a solução do universo. É no mínimo irresponsável. E voltamos ás ruas! E esse consumismo todo está impedindo as pessoas de ter uma vivência mais profunda em relação ao mundo. O mundo é bem mais interessante do que a imagem que faz dele a nossa sociedade hiperconsumista.
ÉPOCA Atacar o consumismo tem sido uma obsessão sua pelo menos desde Brazil (1985), em que o personagem principal rompe com o sistema. Foi um filme visionário?
Gilliam - Ele fez uma previsão previsível... Já naquele tempo o mundo se anunciava burocrático e consumista. As coisas só fizeram piorar. Talvez agora seja mais difícil romper...
ÉPOCA Na sua opinião ainda é possível salvar o capitalismo?
Gilliam - Gordon Brown e Obama estão se esforçando, e a humanidade costuma de tempos em tempos arranjar um jeito de recompor a ordem mundial de um jeito inédito. Talvez tenha chegado a hora de reconstrução do mundo, sob um novo ponto de vista, um novo modo de vida. Hora de dar uma parada para a reflexão. O capitalismo como está não será capaz de se sustentar. Não há recursos suficientes – naturais ou industriais – para continuar a satisfazer nossa fome de consumo. Uma catastrofe se anuncia, e precisamos nos mexer. Há muita gente se esforçando mundo afora para alterar a situação. Estou de acordo com o que Bono profetiza: “A pobreza é o futuro”. Vamos ter de viver de maneira mais modesta.
ÉPOCA Você considera Doutor Parnassus a sua obra mais pessoal?
Gilliam - Não, porque tudo o que fiz até hoje é essencialmente pessoal. Sou um diretor-autor. O que procuro é produzir filmes criativos e inovadoras que possam sugerir uma expansão da mente e da criatividade das pessoas. Não conseguiria fazer outra coisa. De certa forma, Doutor Parnassus é o meu filme mais transparente. Ali está tudo o que penso sobre o cinema, sobre o mundo e a fantasia.
ÉPOCA Por falar nisso, é verdade que você retomou o projeto de filmar Don Quixote?
Gilliam - Sim. Estamos voltando ao trabalho depois de sete anos. Retomei o roteiro e já o finalizei. Agora temos que buscar recursos.
ÉPOCA É uma fase difícil, especialmente para um cineasta de arte, não?
Gilliam - Não, tudo faz parte do negócio. Não adianta pensar em fazer um longa-metragem sem passar pelo estágio da captação de recursos.
ÉPOCA Por que o senhor escolheu o tema do teatro para filmar?
Gilliam - Eu amo o teatro, embora não vá tanto assistir a peças. Gosto mais do que frequento. O teatro sempre fez parte de meus filmes. Basta lembrar O Barão de Munchausen, que também tem como personagens atores de teatro mambembe. Os atores vivem um drama, porque eles lutam para serem vistos e ouvidos, eles querem atingir as pessoas, abrir os olhos do público para novas sensibilidades - e ninguém dá a mínima para eles. A trupe do Doutor Parnassus percorre Londres com suas peças mágicas e antigas, e só encontra pela frente um público brutalizado e burro. Mas não é só Londres. Vejo isso no mundo todo. É uma pena porque o teatro tem a capacidade de mudar a cabeça das pessoas, alterar profundamente a sensibilidade.
ÉPOCA Você acha que o gosto pela grande arte decaiu neste século?
Gilliam - Sem dúvida. Já não existe a mesma sensibilidade do passado. As pessoas perderam o foco, já não se concentram como antes e o interesse pela arte é mais comercial do que essencial, vamos dizer assim. Hoje as galerias de arte querem alcançar os lances mais altos em leilões, e o conteúdo da arte ficou de lado. O cinema de arte também tem saído de cena... O padrão de gosto ficou mais cínico e superficial.
ÉPOCA Por que em seus filmes a fantasia sempre subverte a realidade, e a coloca em segundo plano? Não é escapismo?
Gilliam - Claro que não. A fantasia é uma coisa fundamental na vida. Seria quase impraticável existir sem sonhar e imaginar, sem viver no mundo paralelo dos devaneios. A fantasia tem um papel decisivo em todos as atividades humanas. Os grandes saltos científicos surgem da imaginação e da fantasia. A ciência progride por meio de saltos poéticos. Atualmente os meios de comunicação, da televisão à internet, estão transformando a visão de mundo. Tenho um filho de 12 anos. Moramos no centro de Londres, a cem metros de uma rua de comércio, num ambiente seguro e protegido. O menino não consegue ir à rua porque só quer ficar vendo televisão e navegando na internet. Isso cria um falso contato com a realidade. E a realidade é bem mais interessante.
ÉPOCA A internet não abriu uma janela para o mundo?
Gilliam - Sim, estamos mais conectados do que nunca e fluxo de informações é imenso. Poderia ser interessante, mas o que circula é fofoca, sexo e notícias a maior parte falsa. Leva muito tempo filtrar a boa informação, e ela existe aos montes, obviamente. Mas eu, para te dizer a verdade, odeio a internet. Odeio usar internet, odeio até mesmo usar email porque isso me tira o tempo que preciso para meus projetos e o que gosto de fazer. Se a gente não toma cuidado, a internet nos transforma em pontos de uma enorme rede. Eu não quero ser só um ponto. Pefiro ser eu mesmo, offline. Sou um sujeito “green”, ecológico, que gosta do mundo real e da fantasia inteligente. (risos)
ÉPOCA O que é computação gráfica e animação à mão em seu filme?
Gilliam - Eu quero que o espectador fique em dúvida sobre os efeitos visuais no filme. Usei os dois métodos, sem que nenhum deles seja um fetiche, apenas ferramentas de trabalho. Comecei minha carreira como animador, então me preocupo muito com o tema.
ÉPOCA Você acha que é possível um casamento entre os dois métodos?
Gilliam - É o que tenho tentado. A computação gráfica não é um demônio a ser exorcizado, nem a animação à mão a panaceia universal. Toda técnica, digital ou tradicional, tem de ser usada em benefício de um aspecto que não deve jamais ser esquecido: a imaginação do artista. É ela que determina os instrumentos de trabalho, não o contrário.
ÉPOCA Como foi lidar com a morte do ator Heath Ledger no meio das filmagens?
Gilliam - Foi um momento terrível, uma grande tragédia que se abateu sobre a equipe. Heath morreu durante uma pausa que deu em Nova York entre as filmagens de Londres e as que faríamos no Canadá. Pensei em parar tudo, porque Tony [o personagem interpretado por Ledger] era central na história. Tivemos então de reformular o roteiro. Faltavam sequências importantes, mas quase todas se passavam no lado de lá do espelho mágico do doutor Parnassus, no universo da fantasia, onde tudo é possível. Então Charles (McKeown) e eu chegamos à solução do impasse: resolvemos convidar os amigos de Heath para preencher suas atuações no mundo da fantasia. Jonnhy Depp, Jude Law e Colin Farrell se encaregaram do papel, oferecendo assim um rosto variado e mutante para Tony do lado de lá do espelho. Acho que o filme ganhou em poesia. Não imaginava que Heath nos deixasse tão jovem, e muito menos em um filme meu. Ele estava vivendo um momento especial, de descoberta de novas possibilidades de atuação. No começo do filme, ele estava vivendo o Coringa, de Batman, o cavaleiro das trevas. Este papel mexeu profundamente com ele, ele até se assustou com o que era capaz de fazer. Ao interpretar Tony, ele traduziu a experiência de Coringa numa explosão criativa que aconteceu com seu Tony em Doutor Parnassus. Ele inspirou o elenco e a equipe. Heath foi um ator extraordinário, cuja evolução jamais conheceremos.
ÉPOCA Você, que já fez Brasil, conhece o Brasil?
Gilliam - Não, nunca viajei ao Brasil. Para mim o Brasil tem uma enorme importância simbólica. É o paraíso, é “Aquarela do Brasil”, a concretização da utopia. Quem sabe eu não filme uma sequência de Brasil, Brasil 2, in loco durante a Olimpíada de 2014? (risos)
Fonte: Revista Época
No mundo de Parnassus
No meio das filmagens, em 2008, um duro golpe obrigou a produção a ser ainda mais criativa. O australiano Heath Ledger, que tinha um dos principais papéis na trama, morreu, depois de acidentalmente exagerar na dose de medicamentos para dormir. Arrasado, o diretor pretendia cancelar o filme. Ledger, então com 29 anos, estava no auge. Seu desempenho como Coringa gerava tremenda expectativa a poucos meses da estreia de Batman - O Cavaleiro das Trevas (o papel lhe rendeu o Oscar póstumo de ator coadjuvante no ano passado). Foi então que a equipe resolveu encarar Dr. Parnassus como homenagem ao jovem e voltou aos estúdios.
O contexto fantástico do longa-metragem ajudou na continuidade sem o ator. Tony, o personagem de Ledger, é um tipo misterioso por quem Valentina se apaixona. Ele é aceito na companhia de teatro e passa a fazer parte das apresentações. A cena em que Ledger entra no espelho mágico de Parnassus serviu de base para a reviravolta. O diretor imaginou então que cada vez que Tony repetisse a experiência, apresentaria novas características. Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell foram escalados para viver as novas faces do personagem. O trio doou o cachê para Matilda, única filha de Ledger, hoje com 4 anos.
Fonte: Diário do Grande ABC
segunda-feira, 29 de março de 2010
Terry Gilliam: "Heath Ledger estava sempre lá"
Por: Helen Barlow, em Toronto
A meio da rodagem de "Parnassus - o homem que queria enganar o diabo" (título em Portugal), o intérprete morreu. Três actores, Johnny Depp, Jude Law, Colin Farrell, prontificaram-se a salvar o projecto. Mas Heath Ledger "estava sempre lá", diz ao Ípsilon o realizador Terry Gilliam.
Com a mão debaixo do queixo e uma das suas coloridas camisas em forma de casaco - encontrámo-lo no Festival de Toronto -, Terry Gilliam, 68 anos, o Monty Python que se tornou realizador, começa a falar-nos de Heath Ledger, cuja morte abanou a sua vida.
"O rapaz que nunca se tornou num homem", diz, e não esconde as saudades na voz. "Embora fosse um homem, o que é estranho... Ele não morreu jovem, morreu com 240 anos. É por isso que ele dizia que tinha sangue aborígene. Era um rapaz sensato".
Começámos por Ledger porque o actor australiano votava uma admiração ao seu amigo cineasta - foi Gilliam que o ajudou a alcançar reconhecimento crítico, com "Os Irmãos Grimm" (2003). E, sobretudo, porque a morte de Ledger aconteceu a meio da rodagem de "The Imaginarium of Doctor Parnassus".
"Não é certo que Heath estivesse exausto por participar em demasiados projectos", diz o realizador. "De facto, estava cuidadosamente a evitá-los. No ano após 'O Segredo de Brokeback Mountain' [2005] ele aceitava e empilhava tudo o que lhe propunham. Está claro que o seu agente lhe dizia que o momento dele chegara, e Heath estava a encarar isso dessa forma. Mas depois decidiu que não queria fazer os filmes [como "The Tree of Life" de Terrence Malick, papel que iria para Brad Pitt]. Foi por isso que fez o Joker ['O Cavaleiro das Trevas']: um papel pequeno, que envolvia grande quantia de dinheiro, o que lhe dava liberdade".
Mas foi a morte de Ledger e as dificuldades que puseram em perigo "Parnassus - o homem que queria enganar o diabo" que, ironicamente, levaram Gilliam a trabalhar a sua capacidade de invenção. Foi preciso substituir o actor que interpretava a personagem de Tony, um membro de uma companhia de teatro itinerante. A solução foi pouco comum: Johnny Depp, Colin Farrell e Jude Law.
"O que teve piada foi que sempre [ao longo da carreira] tive escolher dentro de um rol de actores sem trabalho e, de repente, três dos mais conceituados quiseram ficar com o papel!" A personagem de Ledger ganha, assim, os rostos de Johnny, Jude e Colin, o que faz sentido porque sendo um vigarista é um homem de várias caras. "Eu vi Johnny no funeral de Heath. 'Queres fazê-lo?'. Ele respondeu: 'Espera um minuto, vou ter que pensar'. E depois disse que sim. Portou-se bem, mas estava apavorado".
O amor dos actores
Mesmo com os actores com pouco tempo, e com ensaios fora de questão, aconteceu algo mágico, conta Gilliam. "De alguma forma, sem personificarem Heath ou Tony, eles sabiam como ele era. Tinham energias semelhantes e puderam fazê-lo. Nenhum de nós trocara confidências sobre como é que as coisas funcionavam, o que faz daquilo que aconteceu uma coisa extraordinária. Quis nomear Heath como co-realizador do filme porque, de alguma forma, ele estava sempre lá."
O motivo para a inclusão dos três actores deveu-se ao facto de cada um deles poder mostrar um lado diferente da personagem que Ledger estava a desempenhar.
"Johnny é o gancho com os espectadores. E foi brilhante. Ele é o gajo fascinante, o único com língua afiada que pode conquistar-nos e fazer qualquer coisa. Jude teve que representar a ambição de Tony, alguém com a cabeça nas nuvens que, de repente, tem algo com que sempre sonhou. Depois aparece Colin e revela a verdadeira história: que Tony é um monstro. Foi a combinação correcta".
(É interessante reparar que os três actores são pequenos, Ledger era alto. "Podemos fazer qualquer coisa no cinema", graceja Gilliam.)
Ao fim e ao cabo, o realizador considera que trabalhou com Ledger na montagem. "Todos os dias ele estava no ecrã. 'Atira-te a isso' ou 'Oh merda! Porque é que fizeste isso?' Foi como se Heath estivesse bem vivo."
Os filmes de Gilliam não fazem o género de todos os actores, embora aqueles que os amam regressem sempre para mais. Depp já trabalhara com Gilliam em "Fear and Loathing in Las Vegas" (1998), enquanto Christopher Plummer (o octogenário canadiano que foi nomeado para o Oscar de melhor secundário pelo seu retrato de Leo Tolstoy em "The Last Station") aceitou o convite do realizador, com quem já trabalhara em "12 Macacos" (1995), para desempenhar Doctor Parnassus, o sábio imortal que fez um pacto com o Diabo e que erra com o seu espelho mágico, uma porta para dentro da imaginação de quem o atravessa - Tony/Ledger atravessa-o, e assim surgem os seus alter-egos, Depp, Farrell, Law.
"Isto é como Prospero e 'A Tempestade', como 'Rei Lear'; tem essa abrangência", diz Gilliam. "Parnassus teria que ser interpretado por este homem com incrível dignidade - apesar de eu suspeitar sempre que ele está a mentir, que é um inútil".
Plummer confessou já ter visto "Brazil" seis vezes e que continua a "não saber o motivo" pelo qual é fã daquilo a que chama "vintage Gilliam". "Terry sente-se sempre vagamente culpado por pôr demasiadas personagens e histórias nos filmes e depois não conseguir criar raízes com os espectadores. Desta vez, não o fez".
Filmar na zona antiga de Londres acrescentou autenticidade, mas não foi fácil, acrescenta. "Ficamos todos com pneumonia, Heath inclusive, mas pelo menos eu vestia grandes túnicas. Ele estava com a sua camisa fina e Londres é uma cidade tão fria no Inverno. Tanto podíamos filmar às 10h ou à meia-noite, quando toda a humidade se acumula. Isso não ajudou, de todo, Heath". A de Ledger não foi a única morte na produção. O co-produtor Bill Vince, 44 anos, lutava contra o cancro durante a rodagem. A sua morte atirou todos os problemas do filme para a outra co-produtora, a filha mais velha de Gilliam, Amy, 32 anos.
"Amy foi atirada para águas profundas", diz Gilliam. "Foi um pesadelo. Ter Colin, Johnny e Jude no programa não foi fácil. Ela foi extraordinária e, provavelmente, a principal responsável para que eu não tenha desistido quando Heath morreu. Eu estava pronto a desistir, era o fim para mim. E ela sempre me incentivou. Há bastante teimosia nos nossos genes", repara com um sorriso.

